EconomiaMundoPolítica

Argentina: esquerda retorna ao poder, investidores fogem do país

A prévia das eleições presidenciais argentinas apontaram para um rumo que o mercado temia: o retrocesso. O atual presidente, Mauricio Macri, sofreu uma derrota nas prévias que acabou com qualquer esperança de virada em outubro.

A chapa composta por Alberto Fernández e a ex-presidente Cristina Kirchner conseguiu obter 47% dos votos enquanto Macri ficou com apenas 32% e em terceiro lugar ficou Roberto Lavagna com 8%. A participação nas prévias contou com mais de 75% da população eleitora.

Diante do provável retorno de um governo kirchnerista, o mercado reagiu de forma ímpar e negativa. A bolsa de valores argentina caiu 38% nesta segunda-feira (12), perdendo mais de U$ 23 bilhões em valor de mercado.

Em dólares, a queda registrada no mercado argentino é a segunda maior registrada desde 1950 entre os mercados acompanhados pela Bloomberg.

A queda não é exagerada se considerarmos o contexto político existente no país. Cristina Kirchner governou o país entre 2007 e 2015 e seu modelo econômico afundou a Argentina na crise que se encontra até hoje. Além das estatizações de empresas, Cristina também teve em seu governo a manipulação de dados oficiais da economia.

Macri que foi eleito com a esperança de concertar a economia, foi incapaz de conseguir aprovar suas reformas, uma delas a reforma da previdência, que enfrentou manifestações violentas nas ruas e resistência no congresso.

Não é por acaso que a Argentina se encontra com uma taxa cambial humilhante, a taxa de desemprego é a maior desde 2006 e a pobreza já atinge 3 a cada 10 argentinos.

Escolheram nas prévias o caminho do populismo, do subsídio, da estatização, da manipulação de dados econômicos, do autoritarismo e da irresponsabilidade fiscal.

Tags

Related Articles

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Back to top button
Close